ANDA MUITA GENTE ENGANADA NESTE MUNDO!

Ainda há quem pense que no final da vida, após a morte, os bons vão para o Céu e os maus vão para o Inferno.

Eu também assim pensei durante os verdes anos da minha juventude. Hoje, mais velho e com a experiência de quem já completou 70 anos de vida, sei que não é isso que acontece. É aqui na terra que construímos o nosso Céu ou o nosso Inferno. A própria Bíblia diz: “Lembra-te ó homem que és pó e em pó te hás-de tornar”.

Aquilo em que acredito, está totalmente contido nesta frase: “cá se fazem, cá se pagam”. Quem passa a vida a praticar o mal e a infernizar a vida de outras pessoas, para além de, em muitos casos, ter que prestar contas à justiça, também vive em sofrimento constante, desassossegado, intranquilo, com medo das consequências das suas más acções.

Ao longo da vida, são os nossos actos que determinam o nosso modo de vida. Se realmente procurarmos ser cidadãos exemplares, cientes dos nossos direitos e dos nossos deveres, muito dificilmente arranjaremos problemas insolúveis que nos façam desesperar, apanhar depressões ou até ser acometidos de pensamentos suicidas. Um cidadão exemplar, tem a possibilidade de usufruir de uma vida agradável, harmoniosa e sem sobressaltos de maior.

Pelo contrário, essa vida agradável, harmoniosa e sem sobressaltos de maior, não pode ser usufruída por aqueles que vivem fora da lei, no mundo do crime ou que são possuidores de mau carácter. 

Por vezes, temos a sensação de que a vida sorri a essa gente ruim, que tudo lhes corre bem, mas na realidade isso não é verdade. Essa gente que não contribui para que o mundo seja melhor, pode ter muito dinheiro, automóveis, mansões e todo o tipo de mordomias, mas não tem o essencial: tranquilidade de espírito e a sensação diária do dever cumprido para dormir descansada.

Mas não há só ricalhaços ruins, que ganharam o dinheiro de forma criminosa, há também seres humanos de todos os estratos sociais que por não cumprirem regras e afrontarem a lei, para além de transformarem a vida num inferno, também têm que prestar contas à justiça.

Pois é, meus amigos, cá se fazem cá se pagam. Quem não dá, não tem direito a receber. Há muito que deixei de acreditar no Pai Natal. Essas coisas são para as criancinhas, enquanto não têm pensamento próprio.

A IRRACIONAL INGRATIDÃO DO SER HUMANO!

A crueldade humana não é só maltratar e abandonar os progenitores, as crianças, os animais, violar, matar e escarnecer dos mais fracos. A crueldade humana revela-se também ao nível da insensatez e da ingratidão, quando as pessoas não são capazes de reconhecer e agradecer o bem que outros lhes fazem.

Neste caso, a ingratidão, revestida de crueldade, pertence àqueles membros da comunidade de Calvanas que outrora se serviram da AMBC para conseguir resolver o seu problema de habitação e depois de o conseguirem a abandonaram.

Essas pessoas não foram capazes de compreender e valorizar o milagre realizado pela AMBC, pelo facto de ter conseguido, com muito trabalho, ao longo de 10 anos, proporcionar às famílias associadas de Calvanas, o direito a uma habitação muito especial, tão especial, que em circunstâncias normais, a grande maioria, nunca conseguiria adquirir.

Esta atitude, para além de ingrata e cruel, é também gananciosa, porque visou poupar a mísera quantia de 30 euros anuais de quotas, demonstrando essas pessoas que apenas o dinheiro conta nas suas vidas. Não esquecer que algumas pessoas mentiram descaradamente, prestando falsas informações à AMBC e à CML, para conseguirem uma habitação a que não tinham direito, sendo esta sua atitude também uma prova da sua ganância e falta de carácter.

Tanta ganância para quê?! Esta vida são dois dias e o dinheiro não é a coisa mais importante. As pessoas andam tão distraídas nessa sua azáfama gananciosa que nem dão conta dos sinais que vão recebendo nas suas vidas.

Infelizmente, a insensibilidade, a ganância, a arrogância e a inveja, tolda-lhes a visão e o raciocínio, impedindo-os de ver e compreender que nesta vida só podemos colher aquilo que semeamos, o que traduzido em bom português, significa, “cá se fazem, cá se pagam”.

CÓCÓ DE CÃO

A AMBC tem tentado sensibilizar as pessoas com a colocação de cartazes alusivos ao tema, em diversos locais do Bairro.

Infelizmente, a maioria das pessoas continuam a não apanhar o cócó dos seus animais de estimação. A Maioria das pessoas não trazem o saquinho plástico para recolher o cócó e aquelas que o trazem, só o utilizam quando pressentem que estão a ser observadas.

É a triste realidade do grau civilizacional do nosso povo que continua a ignorar princípios fundamentais da vivência em sociedade. Os espaços públicos são a continuação do nosso espaço habitacional. Se dentro das nossas casas não permitimos que os nossos animais de estimação façam as suas necessidades, porque os deixamos sujar o espaço público que é de todos?

Quando as pessoas não sabem viver em sociedade e se recusam cumprir regras tão simples como recolher o cócó do cão, as autoridades devem actuar e sancionar essas pessoas com as coimas correspondentes.

As coisas não podem continuar desta maneira. Há pessoas que nem sequer vivem neste Bairro mas trazem os cães para aqui fazerem as suas necessidades.

37º ANIVERSÁRIO

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Pela primeira vez, na história da Colectividade, fundada a 17 de Junho de 1983, não se festejou o aniversário, devido à situação difícil em que vivemos, por causa da pandemia “Covid 19”.

Relativamente à celebração do aniversário, nos moldes dos anos anteriores, a Direcção entendeu não o realizar porque, nesta altura, todos os cuidados são poucos e apostar na prevenção é, quanto a nós, enquanto não houver uma vacina, o remédio mais eficaz.

Oxalá para o ano estejamos livres da pandemia para podermos festejar o 38º aniversário. Se isso acontecer, vamos fazer uma festa a dobrar, para compensar a celebração que esta ano não realizámos.

PASSAM DOIS MILÉNIOS SOBRE A MORTE DE JESUS

Jesus

Há 2020 anos, um Homem muito especial que passou os 33 anos da sua existência a ensinar que os homens são todos iguais e que deviam amar-se uns aos outros como a si mesmos, pregou o amor, a humildade, o desprendimento, a bondade e o perdão e deu esse exemplo, vivendo de forma simples, sempre ajudando e consolando os pobres e os enfermos.

Um homem tão justo e com tamanha dimensão de humanidade, não podia ter sido condenado à morte porque não tinha cometido qualquer tipo de crime. Afinal, Ele só tinha praticado o bem durante toda a sua vida. Porém, os poderosos, ruídos de ódio e inveja, por verem as multidões que O seguiam para ouvir a sua palavra, pondo em risco o seu poder, logo trataram de conspirar e decretar a sua morte.

O Sinédrio Serviu-se de um seu discípulo (Judas), para trair Jesus no Getsémani, após a última Ceia, a quem compraram por 30 dinheiros. Depois, foi preso, chicoteado, escarnecido e condenado à morte pregado numa cruz, a qual carregou desde o Pretório até ao Calvário, flagelado com grande crueldade ao longo de todo o percurso.

Pilatos sabia que os líderes dos sacerdotes e os anciãos tinham entregue Jesus por inveja. Ciente disso, ainda tentou evitar a sua morte perguntando à multidão quem queriam que soltasse: Barrabás, um perigoso criminoso, ou Jesus, mas a multidão gritou: solta Barrabás e cruxifica esse Messias.

Dois milénios volvidos, pouco ou nada mudou no mundo. Os poderosos continuam a cometer as mais horrendas atrocidades e os pobres continuam a ser os bodes expiatórios, as vítimas inocentes que são explorados e morrem à fome, por falta de assistência na doença, de maus tratos e de condenações sem julgamento e sem culpa formada.

Desde então para cá, os invejosos e os traidores multiplicaram-se e os ladrões, idem, idem, aspas. Judas traiu Jesus por uns miseráveis 30 dinheiros mas os judas actuais, a que chamamos corruptos, vendem as suas traições por somas milionárias, sem qualquer tipo de remorso ou arrependimento, ao contrário do que aconteceu com Judas que quis devolver o dinheiro mas os líderes dos sacerdotes não aceitaram. Então ele, desesperado por ter traído um Homem bom e inocente, atirou as 30 moedas de prata para dentro do Templo e de seguida enforcou-se.

É um episódio marcante que todos os anos é recordado pelos católicos, no período que antecede o domingo de Páscoa. Dá que pensar. O homem teve uma evolução civilizacional extraordinária, desde então, mas a maldade acompanhou também toda essa evolução.

Nos tempos difíceis que vivemos, em que a Pandemia “Covid 19” aniquila a economia mundial e mata dezenas de milhares de pessoas, não se sabendo ao certo se foi obra da maldade humana, não tenho qualquer dúvida de que o vírus mais perigoso e mais letal que habita o Planeta Terra, é o HOMEM.

TOME CUIDADO, O “COVD 19” ANDA POR PERTO

Covid
A actual situação não está para desleixos e irresponsabilidades. Quem pensa que estas coisas só acontecem aos outros, acaba por ficar vulnerável não só à actual pandemia mas também a qualquer outra doença.

Tivemos conhecimento que na nossa área, inclusive no nosso Bairro, já há pessoas infectadas com o Coronavírus. Temos aconselhado os associados a terem muito cuidado e a respeitarem integralmente as orientações da Direcção Geral de Saúde e do Governo e, nesse caso, ficar em casa e se tiver necessidade urgente de sair para adquirir produtos de primeira necessidade, deve evitar aproximar-se de outras pessoas, usar máscara, luvas e desinfectar as mãos sempre que toque em dinheiro ou em quaisquer outros objectos. A possibilidade de ficar infectado é real. Não facilite. Cuide bem de si.

ALTERAÇÕES NO FUNCIONAMENTO DO BAR CONVÍVIO

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Devido à Pandemia “Covid 19” que afecta o nosso País e por causa da qual foi declarado o Estado de Emergência Nacional, as pessoas foram aconselhadas a ficar em casa e sair somente em casos absolutamente necessários, tomando em atenção todas as recomendações da Direcção Geral de Saúde e do Governo. Nas últimas recomendações, o Governo aconselhou o fecho da restauração e que nos bares só podia entrar uma pessoa de cada vez.

Em face desta recomendação, no Bar Convívio só entra uma pessoa de cada vez para ser servida, saindo de imediato pois o consumo tem que ser feito fora do Bar Convívio.

Pedimos a compreensão dos associados. Esta fase difícil vai passar mas para que isso aconteça o mais breve possível, temos que ser todos responsáveis e cumprir as orientações emanadas das autoridades portuguesas.

Se Deus quiser, dentro de algumas semanas vamos poder retomar a normalidade nas nossas vidas, com a certeza de que esta Pandemia nos deixou ensinamentos que certamente nos farão ser melhores pessoas.

“COVID 19” – A PREVENÇÃO É O MELHOR REMÉDIO

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Vivemos tempos difíceis e perigosos devido à Pandemia do Covid 19 que está a afectar o mundo e, como não podia deixar de ser, também o nosso País, onde já foi decretado o estado de emergência e a obrigação de as pessoas permanecerem nas suas casas. E no caso de terem necessidade de sair para comprar comida, medicamentos ou outros artigos de primeira necessidade, a Direcção Geral de Saúde aconselha o uso de máscaras, luvas e desinfectantes, mantendo uma distância de pelo menos 2 metros entre as pessoas.

A situação é grave e é necessário que todos respeitem as directrizes emanadas da DGS e do Governo para não colocarmos em risco a nossa saúde e também a dos outros.

A nossa comunidade assenta numa faixa etária bastante alta e, por isso mesmo, mais vulnerável perante esta pandemia. Devemos proteger-nos e levar muito a sério as recomendações que todos os dias no chegam através da Televisão. A prevenção é o melhor remédio. Seja responsável.

AINDA HÁ SÓCIOS COM CARÁCTER

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Há dias fui abordado por um associado que tinha as quotas em atraso que me perguntou como é que podia regularizar a situação, visto que não podia fazê-lo nos dias e horários que constam do calendário de pagamento de quotas.

Disse-lhe que podia fazê-lo em qualquer dia da semana, dentro do horário de funcionamento do Bar Convívio, deixando ficar a identificação e a respectiva importância com o responsável pelo seu funcionamento, o Senhor Pedro Pereira.

De seguida pediu-me desculpa pelo atraso e disse-me que iria passar a pagar as quotas todas no início do ano.

Na sequência da conversa, disse-lhe que pensava que também já tinha desistido, tal como já o tinham feito alguns dos seus amigos.

Em resposta, este associado disse-me que tem ideias próprias e que não se deixa influenciar pelas ideias e atitudes dos seus amigos. Disse-me até que não concordou com a desistência e os aconselhou a não o fazerem, porque a Associação tinha feito muito em benefício de todos os moradores, reafirmando que, no seu caso, nunca deixará de pagar as quotas.

Em jeito de comentário, disse-lhe que as pessoas têm todo o direito de tomar, ao longo da vida, as decisões que entenderem. Porém, há decisões que são desajustadas e tremendamente injustas e que nunca deviam ser tomadas.

Os associados que desistiram depois de terem beneficiado dos relevantes serviços que a Colectividade lhes prestou, demonstraram uma total falta de carácter e um oportunismo saloio sem limites. Deviam tê-lo feito antes de receberem as habitações.

Eu, jamais tomaria uma decisão destas.

A RESILIÊNCIA É UMA CARACTERÍSTICA DAS PESSOAS DE FORTE CARÁCTER

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Ao longo do ano, dedico muitos dos meus dias a trabalhar para a comunidade, porque entendo que viver em sociedade, exige de todos nós esse dever.

Como dirigente da Associação de Moradores, quase todos os dias tenho tarefas a cumprir, cabendo-me as maiores responsabilidades e a obrigação de estar sempre na linha da frente, para que tudo funcione sem problemas.

Para além disso, tomei também a meu cargo o tratamento de uma área aproximada de 150 m2 de jardim que é preciso regar, arrancar a erva, podar os arbustos e apanhar, com frequência, toda a espécie de lixo (plástico, papel, trapos, etc.)que é atirado para os canteiros.

Todas as espécies de plantas existentes nos canteiros foram adquiridas e plantadas por mim e replantadas inúmeras vezes, até vingarem, porque as pessoas permitem que os seus cães de estimação entrem nos canteiros para fazer as necessidades, acabando por partir e arrancar as plantas.

Outra qualquer pessoa que não fosse possuidora de um forte carácter, teria esmorecido e desistido, abandonando os canteiros à sua sorte. Porém, desistir nunca foi o meu lema. Ao longo da minha vida, tenho honrado sempre os meus compromissos, levando até ao fim todos os projectos em que entro.

Também neste caso, relativamente aos espaços verdes, essa minha teimosia e persistência ficou bem vincada, já que tive que replantar as centenas de plantas que eram partidas e arrancadas por gente sem escrúpulos, para que hoje os canteiros estejam preenchidos com plantas que nos brindam com bonitas flores servindo, ao mesmo tempo, para embelezar o Bairro.

Aqueles que nada fazem em benefício do Bairro e que apenas sabem criticar e dizer mal de quem faz, podem continuar com essa errada postura porque, tal como até agora, continuarei a fazer aquilo que está certo, na certeza de que a sua postura jamais me afectará.