Monthly Archives: Dezembro 2009

PARQUE VALE GRANDE

O Parque Vale Grande ou Parque Oeste, é um espaço verde extraordinário que enobrece a Alta de Lisboa. É de facto uma obra grandiosa que tem vindo a ser construída, por fases, ao longo dos últimos anos. Embora ainda não esteja totalmente concluído, o Parque Oeste já apresenta hoje um aspecto geral interessantíssimo que desperta a atenção e a curiosidade não só dos residentes mas também da restante população de Lisboa. É uma zona extensíssima, com vegetação e plantas variadas, zonas pedonais e servida por um lago espectacular que empresta àquele local um encanto especial e uma rara beleza.

Se a Câmara Municipal de Lisboa garantir a sua manutenção ao longo do ano e, ao mesmo tempo, não houver problemas com a segurança das pessoas, não restam dúvidas que vai ser um dos espaços verdes mais frequentados de Lisboa.

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FAZER & DESFAZER – A ARTE DE ESTRAGAR DINHEIRO

Durante meses toda esta zona esteve em obras. Com o aproximar das eleições autárquicas, houve um esforço para acabar com elas e foram aplicados milhares de metros quadrados de calçada à portuguesa nos passeios e nos estacionamentos. Depois foi feita a respectiva limpeza, retirada a vedação e abertos finalmente ao público.

Mas qual não foi o nosso enorme espanto quando passados dois ou três dias, outra empresa ali assentou arraiais e vai de rebentar tudo o que estava feito, abrindo valas para ali instalar, segundo nos parece, rede de águas. Francamente! Depois das obras de pavimentação completamente prontas, rebentar tudo de novo, é um desperdício de dinheiros públicos e uma afronta a toda aquela gente que não tem uns míseros cêntimos para comprar uma sopa.

De facto, este tipo de actuação é normal neste País. Depois de se proceder à pavimentação dos locais, vem a EPAL e abre uma vala para instalar a água. A seguir vem a EDP abrir nova vala para instalar o gás e a electricidade e assim sucessivamente, gastando recursos que poderiam ser encaminhados para outras necessidades e, ao mesmo tempo, esgotam também a paciência dos cidadãos que se vêem impedidos de utilizar os passeios e os estacionamentos durante períodos demasiado longos.

Na Alta de Lisboa, estes maus exemplos repetem-se com frequência e quem de direito, deve actuar de forma a não os permitir. Tem que haver um mínimo de coordenação e entendimento entre as diversas empresas para que seja tudo feito de uma só vez, evitando o esbanjamento de dinheiros públicos que bem podiam ser aproveitados para ajudar os mais necessitados.