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AV. SANTOS E CASTRO EMBARGADA

Em 2002/2003, cerca de duas dezenas de famílias, sócias da Associação de Moradores do Bairro das Calvanas, com direito a adquirir casa no PER 13, ao abrigo do protocolo celebrado entre a Câmara Municipal de Lisboa (CML), a Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL) e a Associação de Moradores do Bairro das Calvanas (AMBC), foram realojadas provisoriamente no PER 10, 11, 12 e Quinta dos Barros, para que as obras de construção da Avenida Santos e Castro pudessem prosseguir. Estava acordado com a CML que estas famílias sairiam directamente para o novo Bairro, no segundo semestre de 2006, data prevista para a conclusão do Bairro.

Infelizmente, o sacrifício daquelas famílias foi em vão, porque passados 6 anos sobre a data prevista para a inauguração, a Avenida continua interdita ao trânsito, abandonada  e inacabada.

De facto, a Avenida tem ainda um troço de cerca de 400 metros por construir, para além de outros acabamentos e acessos mas está também completamente abandonada, sem qualquer tipo de manutenção. Nos passeios centrais e laterais, com acabamentos tipo calçada à portuguesa, cresce toda a espécie de vegetação, alguma de grande porte e que provocou a sua deterioração.

É um espectáculo deprimente e desolador verificar o estado em que se encontra aquela Avenida, abandonada há cerca de seis anos e cuja razão principal se prende com o facto de a Câmara não ter resolvido atempadamente a posse dos terrenos com os legítimos proprietários.  Não tendo sido possível chegar a um acordo com a Câmara, os proprietários embargaram as obras, através da interposição de uma providência cautelar e o respectivo processo judicial, o qual se encontra ainda longe de conhecer uma sentença.

Das muitas fotos que foram tiradas ao longo da Avenida Santos e Castro, esta Associação faz questão de publicar algumas para demonstrar a veracidade do que se afirma.

Estas fotos são elucidativas acerca do abandono a que foi votada esta importante via de acesso à Alta de Lisboa e, simultaneamente, ao Eixo Central, Eixo Norte/SUL, CRIL e CREL. Quem são os responsáveis pelo embargo da obra e dos prejuízos causados? Como sempre, neste País, as coisas más acontecem mas a responsabilidade não é de ninguém.

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