Monthly Archives: Maio 2013

Como evitar que os equipamentos do Eixo Central sejam vandalizados e roubados?

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O negócio da sucata ou ferro-velho, como lhe queiram chamar, é responsável pela vandalização e roubo de muitos equipamentos particulares e públicos, pagos com o dinheiro dos contribuintes.

Actualmente, o roubo de equipamentos públicos constitui uma verdadeira calamidade e representa um prejuízo para o Estado de muitos milhões de euros anuais e aumenta a cada dia que passa, não se vendo que alguém tome medidas drásticas para travar esta delapidação do erário público.

Mais do que criminalizar os marginais que furtam os artigos, é necessário penalizar duramente os receptadores, aplicando-lhes coimas muito pesadas e metendo na cadeia aqueles que forem apanhados mais do que uma vez.

Há porém uma questão que me intriga e faz confusão: Porque se continuam a utilizar equipamentos nos lugares públicos que têm valor para os sucateiros se hoje em dia há tecnologias tão avançadas que permitem fabricar a maioria dos equipamentos roubados, com matérias-primas que não têm valor comercial mas que têm a mesma ou maior resistência e fazem o mesmo efeito, como por exemplo o plástico?

Eu sei que para os fabricantes a actividade dos marginais é rentável. Quantos mais equipamentos forem roubados mais equipamentos terão de ser repostos e maior será o seu lucro. Infelizmente vivemos num mundo em que o mal de uns é o bem de outros e aqui é que reside a grande tragédia do mundo em que vivemos. Se o mal de uns afectasse a todos, as práticas ruins deixariam de ter interesse e o mundo seria bem diferente.

Mas adiante, esta reflexão ocorreu-me porque fui dar um passeio de bicicleta pelo recém inaugurado Eixo Central, uma obra de engenharia e paisagística que eu considero excelente e a quem daria, caso fosse necessário, uma nota elevada e verifiquei que todos os materiais usados nas tampas das sargetas, nas caldeiras das árvores, nos bancos colocados ao longo do percurso, nos bebedouros, nas grades de protecção e nos suportes para os recipientes do lixo, são materiais ferrosos que podem ser facilmente roubados e vendidos nos inúmeros sucateiros que existem na área, por meia dúzia de cêntimos, para depois os contribuintes pagarem uma pesada factura com a sua reposição.

Para um contribuinte normal como eu que não possui nenhuma indústria de tampas de sargetas nem de quaisquer outros materiais utilizados na obra do Eixo Central, a aplicação de determinados materiais não tem lógica e, no entanto, eles são aplicados, precisamente porque a lógica de uns não é a logica de outros. Perceberam porque é que a lógica não tem lógica? Explico: consoante os interesses em jogo e o poder dos intervenientes, assim é a lógica.

Enquanto as autoridades não alterarem a forma de combater os amigos do alheio, vamos continuar a ver todos os dias as ruas e as avenidas sem as tampas nas sargetas, cortes no telefone por causa do roubo do cabo, postos de transformação vandalizados e dezenas ou centenas de casas de habitação sofrer prejuízos avultados nos seus equipamentos. Os ladrões andam sempre à frente da polícia e isso tem de ser alterado, apostando na prevenção. É necessário prevenir e evitar que as coisas aconteçam e a prevenção começa na aplicação de materiais que não tenham qualquer valor comercial e também numa maior vigilância. Mas voltando à lógica, pergunto: será que as autoridades têm algum interesse na prevenção?

Pessoalmente, temo que o Eixo Central venha a ser objecto da rapina de gente marginal e sem escrúpulos, verdadeiros escroques da sociedade que não sendo capazes de dar um rumo honesto às suas vidas se entregam à prática de todo o tipo de crimes.

Uma sociedade é aquilo que a justiça permite.

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OS EQUIPAMENTOS SEM MANUTENÇÃO TORNAM-SE PERIGOSOS

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No fim de semana passado quando dava o meu passeio de bicicleta pelo Parque Oeste pude constatar uma série de negligências em termos de manutenção dos equipamentos daquele espaço público que podem causar gravíssimos problemas.

Uma das pontes que se situa por cima do lago e que é feita de travessas em madeira, apresenta vários buracos em consequência de tábuas partidas, como mostra a foto que publicamos desse local.
Esta situação é um perigo. Qualquer pessoa ali ali pode cair mas o perigo maior é para as crianças que se ninguém der conta do sucedido podem morrer afogadas.

“Depois da casa arrombada trancas à porta”. Nestas coisas o mais importante é prevenir, evitar que algo de trágico aconteça. Quem tem a responsabilidade de gerir a manutenção do Parque Grande deve actuar enquanto é tempo e mandar concertar aquela passadeira, substituindo as tábuas partidas.

NADA RESISTE À PILHAGEM DE QUEM SE DEDICA AO NEGÒCIO DO FERRO VELHO

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Nada resiste à pilhagem daqueles que se dedicam ao negócio do ferro velho. Todos os dias desaparecem tampas das sargetas e outros materiais que se encontram nos espaços públicos. É uma autêntica calamidade.

Há dias, os marginais assaltaram o Posto de Transformação que serve a Urbanização de Calvanas e provocaram uma avaria no mesmo que afectou dezenas de habitações e causou prejuízos consideráveis nos electrodomésticos, televisões e outros aparelhos que se encontravam ligados à corrente.

Este tipo de gente não respeita nada nem ninguém e actua na maior das calmas sem que nada lhe aconteça. Toda a gente conhece as pessoas que se dedicam a esta actividade mas quando é necessário fazer a denúncia dos furtos, toda a gente se cala, provavelmente por medo e os actos não são punidos.

Por outro lado, os receptadores de materiais furtados deviam ser punidos pela justiça e também não lhes acontece nada. A impunidade faz lei neste País.

Há dias quando me deslocava de bicicleta no Parque Oeste, livrei-me de dar uma grande queda ao aperceber-me que faltava uma grelha de protecção na conduta das águas pluviais. Foi por um triz que a roda não entrou na conduta.

As entidades competentes têm que estudar o assunto e passar a utilizar materiais que não tenham qualquer valor comercial, por exemplo, o plástico. Enquanto isso não acontecer, os amigos do alheio vão continuar a roubar tudo o que encontrarem, sem se importar dos graves problemas que podem causar a terceiros.