NÃO HÁ NADA QUE O TEMPO NÃO ESCLAREÇA

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A partir do momento em que os nossos associados receberam das mãos do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Prof. Carmona Rodrigues, as chaves das habitações que lhes foram atribuídas pela AMBC, houve logo alguns que decidiram não pagar mais quotas, por entenderem que ao atingirem o seu objectivo, não havia mais razão para continuar a ser sócio.

Mais tarde, passados três ou quatro anos, outros associados decidiram também não pagar mais quotas. Não o fizeram logo após receberem as chaves, embora fosse essa a sua vontade, para continuarem a aparentar uma personalidade que não era a sua.

Agora, nos últimos dois anos, mais uns quantos deixaram de pagar as suas quotas, desistindo também de ser associados. Estes últimos, foram mais calculistas, quiseram jogar pelo seguro e, por isso mesmo, só deixaram de cumprir os seus deveres de associado quando celebraram as escrituras.

Costuma dizer-se que o tempo é remédio para todos os males ou que não há nada que o tempo não esclareça. Neste caso, o tempo veio a confirmar que as pessoas que deixaram de pagar quotas depois de terem beneficiado de um bem conquistado com muito esforço, dedicação e persistência pela AMBC, não passam de meros oportunistas que nunca deviam ter sido aceites como associados.

Na verdade, o tempo se encarrega de colocar a nu o verdadeiro carácter das pessoas, mesmo daquelas que sabem fingir na perfeição e, neste momento, passados quase 11 anos sobre a data da entrega das chaves (1-2-2007), apenas continuam como associados aqueles que são possuidores de forte carácter e acham que têm o dever e a obrigação de continuar a apoiar a Colectividade que lhes devolveu esperança e lhes resolveu, de forma brilhante, o seu grande problema de habitação.

No fundo, no fundo, quem perdeu não foi a Associação de Moradores do Bairro das Calvanas. No fundo, no fundo, foi a Associação que ficou a ganhar por ver-se livre de pessoas que não mereceram a condição de associado e que apenas tinham como objectivo servir-se das suas conquistas.

Os que continuam a apoiar a Associação, são aqueles que sabem o significado da palavra “gratidão” e não esquecem o que a AMBC fez em seu benefício, no antigo e no novo Bairro.

Os que não desistem são aqueles que recordam o que era o Bairro das Calvanas antes de a AMBC ser fundada em 17.06.1983, sem luz eléctrica, sem telefone, sem água, sem esgotos, sem arruamentos, sem coberturas nas paragens do autocarro, sem sinalização na Av. Santos e Castro, sem travessia aérea de um para o outro lado do Bairro e sem qualquer garantia de que um dia seria possível legalizar a sua casa clandestina. Mas essas pessoas recordam também as dezenas de intrincados contenciosos dos associados que a AMBC resolveu com a C.M.L. E não esquecem que foi graças ao trabalho heroico da AMBC que hoje são proprietários de uma casa condigna, adquirida por menos de um terço do seu valor real e que faz parte de um projecto de realojamento, único no País.

Mas esses associados que não abandonam a AMBC sabem também que a Colectividade continua a tratar dos problemas do Bairro e que ela continua a ser imprescindível para defender os seus interesses.

Vivemos num mundo em que todos os dias acontecem tantas coisas horríveis e que deixam angustiadas todas as pessoas de bem. Se há filhos que matam os pais porque é que não há-de haver uns quantos sócios que pagam com “ingratidão” o bem que a AMBC lhes fez? Afinal, há coisas bem piores no mundo! (MCM)

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